Diante do aperto no orçamento das famílias (especialmente nos Estados Unidos) e a queda no consumo de refrigerantes, a Coca-Cola decidiu ajustar sua estratégia. A aposta é em embalagens menores e mais acessíveis, numa tentativa de sustentar as vendas em meio à alta da inflação.
O brasileiro Henrique Braun, novo CEO da Coca-Cola, explicou, em entrevista, que a empresa prefere ajustar o tamanho das embalagens em vez de reduzir preços com promoções. Assim, o consumidor paga menos por unidade, mesmo levando uma quantidade menor de produto.
A ideia é que as pessoas comprem com mais frequência, mesmo que levem menos refrigerante por vez. Segundo Braun, latinhas menores já fazem sucesso em alguns mercados, como nos Estados Unidos, principalmente em lojas de conveniência. Henrique afirmou:
“Na América do Norte, vimos o avanço das mini latas e dos multipacks. Também levamos versões individuais menores para lojas de conveniência, que passaram a ser uma opção de entrada mais barata”.
A companhia também lançou uma garrafa de 1,25 litro, pensada para o consumo em casa, como uma opção intermediária — nem tão grande, nem tão cara.
Apesar do cenário desafiador, a companhia apresentou resultados acima das expectativas no primeiro trimestre de 2026 e a receita também cresceu. Mesmo assim, o consumo ainda enfrenta dificuldades.
Nos Estados Unidos, a confiança dos consumidores caiu para o nível mais baixo já registrado pela Universidade de Michigan, em meio a preocupações com a inflação, conflitos internacionais e um mercado de trabalho mais fraco.
Nos últimos anos, a Coca-Cola tem reforçado a aposta em latas menores — como as de 220 ml e versões próximas, como 310 ml — além da tradicional de 350 ml, também vendidas no Brasil.
Imagem: Reuters
Texto: g1