A década de 1990 e o início dos anos 2000 consolidaram o grupo Os Travessos como um dos maiores fenômenos do pagode nacional. À frente dos vocais, Rodriguinho viveu o auge do estrelato, tornando-se um ídolo de toda uma geração.
Em O Povo Quer Saber, programa de Chico Barney no Canal UOL, o cantor abriu o jogo e confessou que o rompimento não foi um desejo pessoal, mas o desfecho de um conflito nos bastidores. Rodriguinho revelou:
Eu, no meu caso, nunca quis sair do grupo. A minha saída foi totalmente burocrática assim. Foi uma briga com o empresário, que me impossibilitou de trabalhar.
O artista explicou que a ruptura se agravou pela imaturidade de todos os envolvidos. Segundo ele, quando o atrito com a gestão estourou, faltou apoio dos colegas de banda para contornar a crise. O artista disse:
Não tiveram essa visão na época. Quando eu falei: ‘Poxa, se ele não me ajudar, eu vou precisar sair. Eu não vou conseguir ficar do jeito que tá’. Os caras: ‘Ah, mas a gente não pode fazer nada’. Eu falei: ‘Então, eu também não posso fazer nada’. Mas foi totalmente burra, eu nunca quis sair.
A transição para a carreira solo exigiu resiliência. Rodriguinho admitiu que sofreu um “baque” inicial, já que as portas de muitos programas de TV se fecharam temporariamente após a sua saída do grupo.
Apesar das dificuldades, o tempo se encarregou de curar as feridas. O cantor, que anos mais tarde chegou a retornar aos Travessos para dois projetos especiais e até ajudou a colocar o próprio primo para assumir os vocais do conjunto, hoje avalia o passado de forma leve e positiva. Rodriguinho reflete:
Olhando em retrospecto, foi bom ter saído naquele momento. A maturidade te faz entender essas coisas.
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Texto: UOL