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      63% dos brasileiros encaram a limpeza de casa como forma de terapia, aponta levantamento

      63% dos brasileiros encaram a limpeza de casa como forma de terapia, aponta levantamento

      Por trás da rotina aparentemente banal de lavar a louça, passar um pano no chão ou organizar a casa, há um efeito profundo sobre a saúde emocional dos brasileiros. Um novo levantamento conduzido pela consultoria Quiddity, a pedido da marca Scotch-Brite, revela que 63% da população vê a limpeza doméstica como uma estratégia de autocuidado e reorganização mental.

      Realizado em novembro de 2025, o estudo ouviu 303 indivíduos com idades entre 18 e 65 anos, de todas as classes sociais e regiões do país, com amostra ponderada a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP). Além de compreender os hábitos práticos de limpeza, os autores também tinham como objetivo investigar as dimensões emocionais, psicológicas e culturais associadas a essas atividades.

      Limpar a casa para organizar a mente

      Os dados, enviados à GALILEU em comunicado, mostram uma relação direta entre um ambiente organizado e o equilíbrio emocional. Para 78% dos entrevistados, limpar a casa ajuda a organizar a mente, enquanto 71% afirmam que ter o lar em ordem traz uma maior sensação de controle sobre a própria vida.

      A percepção de que “a casa é o espelho da mente” aparece de forma recorrente nas respostas, indicando que o espaço físico funciona como extensão do estado emocional. Esse efeito positivo também se manifesta no ânimo: 87% dos brasileiros concordam que uma casa limpa muda o humor e 82% relatam sentir a vida mais organizada quando o seu ambiente de convivência está em ordem.

      Sensações de alívio (82%), satisfação (80%) e dever cumprido (84%) são frequentemente associadas ao resultado da limpeza. Apesar disso, o estudo ainda revela certas ambivalências no serviço doméstico.

      Para sete em cada dez entrevistados, a casa limpa traz alívio e satisfação, no entanto, isso não os impede de sentir esgotamento. Na prática, tal percepção evidencia o fato de que o trabalho doméstico, embora recompensador, ainda é pouco valorizado socialmente.

      Sujeira como gatilho de estresse

      Se a limpeza funciona como válvula de escape emocional, a desordem produz justamente o efeito contrário. De acordo com o levantamento, 63% dos brasileiros se sentem agitados ou inquietos quando a casa está suja, e 61% relatam irritação nessas condições.

      A sensação de que “a vida fica mais bagunçada” diante de um ambiente desorganizado é compartilhada por 65% dos entrevistados, reforçando o impacto psicológico da sujeira.

      O estudo aponta ainda que o desconforto traz consequências diretas para o descanso. Metade dos brasileiros afirma que a casa suja prejudica a qualidade do sono, índice que sobe para 56% entre somente as mulheres. Além disso, 64% dizem se sentir menos produtivos quando o ambiente doméstico está desorganizado, enquanto 70% relatam maior disposição quando a casa está limpa.

      Esses resultados indicam que a limpeza não atua apenas como resposta a um incômodo visual, mas como um mecanismo de regulação emocional. Para 69% dos entrevistados, o estado emocional influencia diretamente na vontade ou na decisão de limpar – isso seja por sentimentos positivos, como disposição e bem-estar, ou negativos, como estresse, ansiedade e irritação.

      Imagem: Divulgação
      Texto: Revista Galileu